Preparativos pra próxima trip
Na próxima trip vou sozinho… é verdade os 3 nomades deixarão de existir e somente existirei como nomade… atualmente vivo assim em SAMPA, não tenho casa, tudo que eu tenho está no meu carro.
Hoje já comecei a comprar a mochila, escolhi uma de 80 + 10 L, consultei a Ana pra saber se compro uma ótima ou uma boa, ela disse que como tudo q eu tenho saira do carro e passara a viver nas minhas costas, então eu deveria comprar uma ótima.
Em breve abrirei outro blog pra contar a próxima viagem.
Praia de nudismo 3
Chegamos na guarita da primeira praia, ao perguntar pro segurança se poderiamos assim como o holandes andar de roupa, recebemos a seguinte informação:
Nós – Opa! Tudo bom? Viemos conhecer a praia, podemos descer de toalha ou camiseta?
Segurança – Não, hoje é o dia do congresso sei lá das quantas de naturismo, portanto só pode descer sem as roupas, somente o pessoal que está trabalhando no evento tem autorização de usar roupa.
Nós – entendido…. Reunião!
Fortaleza 3
Na quarta feira iriamos no beat park, mas ficamos sabendo que só abre de quinta a segunda, como não tem muito o que fazer em Fortaleza eu e o Garetti fomos pro SESC jogar ping pong e ficar na piscina.
Tinhamos ouvido que o armazém era bom à noite e foi pra lá que fomos, chegamos lá e o local era muito bom, mas freqüentado apenas por GPS, dessa vez tinha mais de 400, uma quantidade absurda, uns gringos velhos andando com umas menininhas de 12, 13 anos, ridículo.
Havia um grupo de Italianos uns 6 caras que tavam tocando o puteiro, agarrando as GPs, abraçando, beijando, pagando bebida e tudo mais… aí começou a saga, Gringo é tudo viado, os caras desciam até o chão uns com os outros, encostando saco com saco, vai a merda!!! Todos eles eram viados, não havia um que honrasse as calças que vestiam.
E lá o negócio era podreira, os tiozão metendo a mão nas minas, as minas se esfregando quase fazendo sexo com os velhotes e, nós só rindo.
Saímos da balada e no caminho encontramos um Carioca gente boa, falamos que na quinta iriamos no beat park… ele fez cara estranha e disse… “é passeio pra casal e família… claro que é bonito, mas são só tobogans” era o que precisávamos pra desistir de ir lá, a entrada é $90 e nós não gostamos de gastar dinheiro, daí decidimos ir embora imediatamente pra as praias do oeste e fomos mesmo… primeira parada Lagoinha.
Fortaleza 2
Na terça acordamos cedo, conhecemos mais uma holandesa que não sabia o que era tapioca, expliquei pra ela, conversamos um pouco, ela foi pro mercado central e nós fomos pras praias do leste (isso aqui não é norte e sul, é leste oeste) mais precisamente pra Praia do Futuro, lá é uma praia bem legal, uns quiosques monstruosos, impressionante a estrutura pra receber turista, nós fomos lá na ponta onde tava rolando Kite Surf.
Fui conversar com o instrutor de kite e ele disse que é fácil aprender, em 2 ou 3 dias, vc já tá se divertindo sozinho, custo R$ 800,00 pelo curso.
Tomamos uma breja e fomos conhecer as praias do oeste que não existem, até existem, mas cento e tantos quilômetros mais ao oeste, ou seja, não é em Fortaleza, o Blog fala sobre a cidade visitada e não passeios para outras cidades, pra nós isso já é outro local…. Canoa Quebrada não é Fortaleza, mas é um passeio que se faz a partir de Fortaleza, pra nós não conta assim.
À noite fomos pra tal rua onde tinha muito mais movimento, lá no Pirata pagamos $30 cada pra entrar, lá na rua era $10 consumíveis, muito mais barato.
A baladinha só tem GP, um número absurdo de GPs, na rua existiam 5 ou 6 baladas ou bares, todos eles cheios até o talo de GPs, nunca tinha visto tantas e tão feias, haviam umas 5 bunitinhas (é quase bonita).
Mas a diversão é algo fora do comum… esse tipo de gente não tem limite pra fazer bagunça, elas descem de mini saia até o chão, sobem nas mesas, se esfregam nos gringos, pulam umas em cima das outras, correm atrás dos gringos viados jogando coisas neles e assim por diante, eu que tenho cara de Brasileiro não sou assediado, o Garetti quando andava com o Renato era assediado, mas do meu lado fica claro que ele também é brasileiro e brasileiro não paga 100 euros pra comer uma baranga torta e feia, nos divertimos bastante, fomos pra um Habibis e voltamos pro hostel.
Fortaleza
Fortaleza
O caminho foi trash, eu estava acordado e dirigindo, mas o Garetti no passageiro tava quase dormindo, eu fiquei pensando o que fazer pra nos manter acordado… aí não tem outro jeito, só o rock salva nessas horas, botei pra tocar Soul Fly, Sepultura, SOAD. Não deu nem 2 minutos o Garetti dispertou, paramos num posto e ele pediu a direção porque comigo de DJ NINGUÉM DORME!!
Chegamos lá sem o endereço do hostel e fomos em direção a Orla e a parte mais bonita da cidade onde geralmente ficam os hostels, perguntamos onde tinha uma pousada, albergue, pqp e os cambau, mas ninguém conhecia.
O Garetti lembrou que em um momento havia tido uma luz e pegou um folheto com todos os telefones de hostels do Br, paramos e ligamos no hostel, pegamos o endereço e pro nosso contento era pertinho de onde estávamos ao lado do hostel (a gente sempre chega muito perto).
Fortaleza é um lugar bizarro, só tem GP (Garota de Programa) e gringo, no primeiro dia dormimos bastante pra ir pra balada mais famosa de Fortaleza, a tal de Pirata.
Pirata é uma balada de forró ruim, feita pra casal e putanheiros, muito casal em lua de mel e GPs, vimos nosso ídolo maior, um cara que chegava em todas as mulheres com tempo máximo de descanso de 2 minutos, o cara chegava tomava bica, voltava pra banca, passava outra ele chegava tomava bica e voltava pra banca… e assim foi a noite toda, ele era totalmente sem escopo mínimo, chagava nas maravilhosas (tinha 1 eu juro) e nas monstruosas (tinham tantas) e tomava bica de todas.
Pra variar tentei dançar, mas sem sucesso.
Na volta do Pirata percebemos que numa rua ali perto tinha um movimento muito maior de gringos e mulheres (GP), mas já era tarde e fomos pro hostel.
Canoa Quebrada
Canoa quebrada é um passeio de Fortaleza, uma praia diferente, tem água, areia e falésias, mas graças a exploração dos quiosques não há espaço pra andar na praia, os quiosques vão das falésias até a água, não sobrando espaço pra nada e tornando a praia um lixo tanto em beleza quanto em diversão.
Se você quiser ver praias mais usáveis tem que sair dali e ir pra outro lugar.
A noite ia rolar uma balada estilo Pipa, começaria 2h da matina, ficamos lá esperando e pra variar não começou, um mendigo colou no Garetti e ficou contando a história da vida dele, só que tava no repeat, então ele contava toda história em 5 minutos e depois repetia tudo novamente e assim ele e o Garetti ficaram conversando por mais de 1 hora.
Eu como precisava da vingança fiz questão de deixar o Garetti se foder sozinho… sempre que eu sou o alvo ele e o Renato saem de fininho e eu enfrento esses malucos que chegam a ser mais malucos que eu.
Aí o cara tava tão chato que eu não tive escolha, fui lá salvar o Garetti, dica pra espantar bêbados loucos: comece entusiasmadamente a contar uma receita de leitão a pururuca e risoto de frutos do mar… eles acham que você é mais louco que eles e saem andando… e partimos imediatamente pra Fortaleza, saímos de Canoa Quebrada umas 3h30.
Natal
Chegamos em Natal no horário combinado, 8h em ponto, lá no Hostel Lua Cheia, bem diferente, é um castelo dark, eu gostei do lugar.
O passeio de buggy é obrigatório, em Natal fizemos um dos passeios mais legais, além do bugueiro dar uma animada no passeio dando cavalo de pau, subindo e descendo dunas, pudemos ver um local muito bonito e nadar numa lagoa feita pela chuva nas dunas, água extremamente transparente.
Nesse dia iria ter uma balada lá, a Stephanie disse que tinha muita gente bonita na rua e que a balada do hostel era a melhor da cidade.
Anoiteceu, fomos beber e bebemos bem, jogamos truco e batemos papo.
Conhecemos um carioca que tá indo fazer uma volta na America do sul agora dia 5/10, pena que não vai dar tempo de partirmos juntos.
Chegamos na Balada Garetti, Carioca e eu, mas a balada era anos 70, freqüentada por quem nasceu em 50, só tinha gente velha nessa balada, nós conseguimos ficar só 1h lá dentro, saímos e ficamos na rua, mas também não tava bom, decidimos ir dormir pra sair fora no dia seguinte e foi o que fizemos.
Praia da Pipa
Agora somos apenas 2 nômades continuam a viagem, o Renato pegou em Jampa um vôo pra Sampa.
Chegamos na Pipa, fomos direto pro hostel que fica numa rua escondida, mas o lugar é massa, a piscina é bem legal e o café da manhã também é bom, não entrou na lista dos melhores, mas é bom.
Chegamos lá já fazendo bagunça, fomos no quarto dos nossos amigos holandeses e tiramos o pessoal da cama.
Do hostel já fomos direto pra rua dos bares e ficamos por lá, bebendo e vendo passar mulheres maravilhosas, a stephanie disse que a maioria das mulheres dali eram holandesas (vou morar na Holanda, sei lá por que…)
Ficamos lá, eu e o Garetti, tomamos 4 caipirinhas, ótimas por sinal, ficamos totalmente bêbados, aí começou a miar a balada e não haveria nada melhor naquela noite, voltamos pro hostel e fomos dormir.
Tem um restaurante lá na praia da pipa que é o restaurante do Oto, um senhor que tinha um restaurante na ilha bela, agora chama restaurante do Matias. Pedimos um rodízio de carne, o Oto fez tanta comida que sobrou muita coisa, o preço é bom, o Oto sentou conosco pra comer (ele era o cozinheiro e dono do restaurante), botou pinga pra nós bebermos, eu bebi 8, o garetti bebeu umas 4 o Oto bebeu o resto da garrafa, contou sobre a decisão de largar tudo e viajar pra escolher um lugar pra ele… o cara é gente boa, a comida é ótima e a cachaça envelhecida em barril de carvalho por 50 anos (pelo menos foi o que ele disse).
No dia seguinte fomos fazer role e conhecer a praia da pipa… é uma das mais belas praias que já visitei, muita natureza, não tem quiosque invadindo a praia, conhecemos boa parte das praias, ficou tarde e voltamos pro hostel.
À noite fomos novamente pro bar, mas bebemos bem menos, e lá as baladas começam tarde, tipo 3h…
Mentira… a balada não começou nem 3h, nem 4h nem em momento algum, na verdade o role abriu, mas não tinha ninguém lá dentro, só umas putinhas locais e só.
Voltamos e fomos dormir um pouquinho afinal iríamos sair cedo pra chegar em Natal, combinamos rachar um buggy com os holandeses.
JAMPA
Saímos pra tomar uma breja com nossos amigos holandeses, chegando lá eu sentado na cabeceira da mesa, de um lado o Jens e a Stephanie, do outro Renato e Garetti.
Próxima a nossa mesa estava uma senhora de uns 55 a 60 anos, bebendo e falando em aramaico arcaico.
Como os holandeses não falam nada de português, até falam:
- una porção de batatas, por favor… você poderia trazer a outra metade… (eles pediram pra traduzir esta segunda parte porque a porção veio pequena)
- Eu não tenho dinheiro, amigo
Falávamos em inglês, quando a vovó decidiu levantar e vir até nossa mesa.
Está conversa está traduzida já pro português, pois isso foi em inglês ou quase, pois a velha estava muito bêbada, entender inglês é difícil, mas inglês de bêbado é impossível
Vovó – que bom que vocês falam inglês, aqui no Brasil ninguém fala inglês, nem espanhol, nem alemão, nem italiano, nem…. bla bla bla
Como diz o Garetti… E vocês não falam português, seus merdas.
Vovó – eu sou de Londres, moro lá faz 30 anos.
Todos se apresentaram e a vovó meteu a mão no meu ombro, braço, orelha, rosto e etc… Os 4 canalhas riam desesperadamente, a stephanie ficava repetindo os gestos da vovó no vento, enquanto o Jens quase chorava de rir, o Garetti e o Renato pra variar só botavam lenha na fogueira, nessa a vovó desceu até meu ouvido e falou algo como.
Vovó – eu queria um brasileiro assim, você é lindo (eu já disse que ela estava bêbada?).
Eu em ptbr – essa velha tá me xavecando na cara dura… Melhor, ela tá me agarrando.
E a vovó fazendo caricias, arranhando, vindo falar no meu ouvido e etc.
Vovó – vem comigo pra Londres, lá eu te dou tudo que você quiser (velhas bêbadas me acham bonito)
Eu não conseguia responder de tão engraçado que tava o negócio, era impossível, inacreditável, coisa feita tipo pegadinha.
Falei pra vovó que não tinha interesse em ir pra Londres, eu quero ir pra Holanda!! Nisso a velha pega meu copo de breja e dá um gole e fala novamente que queria que eu fosse embora com ela.
Como eu não quis explorar a vovó, ela achou que eu não era brasileiro e perguntou se eu era londrino, eu disse que era de são paulo, ela não se convenceu por completo.
O Renato fez alguma brincadeira mais agressiva e a vovó ficou ofendida, falou umas asneiras e voltou pra mesa dela, pediu a conta e foi embora, ou pelo menos tentou, pois ela estava muito bêbada…
A Stephanie disse que na Holanda eles dizem que mulheres assim são velhas que querem andar em bike nova, caso eu pegasse a velhota eu seria um cara andando com uma bike antiga… ou mais ou menos isso.
atualização
eu to escrevendo tudo no notebook, logo passarei aqui pro blog, preparem-se para ler muitas novas histórias… e tem as melhores, como por exemplo a atualização da praia de nudismo com as conversas e tudo mais… (as fotos foram proibidas pela produção)







